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  • 5 Dicas para crescer na Advocacia Previdenciária

    5 Dicas para crescer na Advocacia Previdenciária

    O campo da advocacia previdenciária oferece diversas oportunidades para quem deseja se destacar na área. O advogado previdenciário pode atuar tanto no auxílio ao cliente que precisa solicitar benefícios da previdência pública quanto no planejamento previdenciário.

    A advocacia previdenciária oferece uma gama de boas possibilidades de atuação aos advogados, sendo um dos grandes focos de atenção dos operadores do Direito. Porém, o futuro dessa área é cada vez mais discutido. Isso porque, a cada dia, a sociedade muda sua forma de lidar com o sistema previdenciário público e com a seguridade social. 

    Exemplos disso são as mudanças legislativas recentes, como a Reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103) e a Reforma Trabalhista (Lei nº 13.467). Essas alterações evidenciam o fato de que os direitos dos trabalhadores tendem a ser reduzidos com o tempo.

    Apesar dessas mudanças e de fenômenos como a pejotização do trabalho e crises econômicas e sanitárias aparentarem um cenário negativo, elas também podem representar uma grande oportunidade para os advogados expandirem seu leque de serviços relacionados ao Direito Previdenciário. 

    Por isso, se você está em busca de dicas para crescer na advocacia previdenciária, está no lugar certo! Neste texto, traremos um panorama dessa área de atuação, além de dicas que vão te ajudar a se manter e até conseguir novos clientes – mesmo com os indícios de crises previdenciárias.

    O que é a Advocacia Previdenciária?

    A advocacia previdenciária é a área do Direito que trata das relações entre a Previdência Social pública, por meio do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), e seus segurados e contribuintes.

    Assim, os advogados que atuam nessa área são responsáveis por intermediar a relação entre o segurado e o INSS quando se trata de direitos como:

    • Aposentadoria;
    • Afastamento por doenças ou acidentes;
    • Licença-maternidade;
    • Afastamento por invalidez e outros.

    Dessa forma, caso haja discordância entre o segurado e o INSS, por exemplo, passam a valer as regras do Direito Previdenciário. Isso acontece tanto na esfera administrativa, perante o próprio órgão, quanto na esfera judicial, perante o poder judiciário. 

    5 dicas para crescer na advocacia previdenciária

    1. Foque no planejamento previdenciário

    Os advogados previdenciaristas podem prestar diversos tipos de serviços. Um que vem se popularizando nos últimos anos é o planejamento previdenciário. Para essa função, o advogado realiza uma análise da vida previdenciária do cliente, o que engloba passado, presente e futuro. 

    Com base nessas informações, o advogado consegue realizar projeções a respeito de:

    • Quando o cliente poderá se aposentar;
    • Qual o tipo de benefício ao qual terá direito;
    • Qual o valor do benefício em questão.

    Diante do cenário de crise que já citamos acima, cada dia mais pessoas vêm se interessando por esse tipo de serviço. As pessoas querem saber sobre as regras de transição, como serão impactadas pelas mudanças e as alterações que ocorrerão no valor do benefício.

    O advogado especializado em advocacia previdenciária desempenha um papel estratégico no planejamento previdenciário. Com seu conhecimento, é possível levantar esses dados, realizar previsões e fazer o acompanhamento desse cliente até que ele possa efetivamente se aposentar.

    2. Busque se aprofundar nos detalhes da carreira de seu cliente

    O advogado previdenciário deve estar sempre em busca dos períodos especiais nos registros da carreira de seu cliente. Assim, por mais que o nome da profissão no registro não pareça insalubre ou perigoso, não deduza que aquele período não é especial.

    É muito comum que a profissão registrada na carteira não tenha relação com as atividades exercidas. Por isso, busque sempre investigar junto ao seu cliente sobre como era seu trabalho em cada empresa.

    Busque fazer perguntas como:

    • Você trabalhava com graxas, solventes, tintas, ou produtos químicos?
    • Tinha muito ruído, frio ou calor na empresa?
    • O trabalho era próximo a alguma fonte forte de calor?
    • O trabalho envolvia circuitos elétricos, manutenção de elétrica ou de máquinas?

    Com isso, você pode identificar atividades que se enquadram em períodos especiais, mas que a empresa buscou ocultar com um nome de registro diferente na carteira. Essa é uma forma de beneficiar seu cliente e aumentar o valor de seu trabalho diante dele.

    3. Questione os PPPs

    O Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) é um documento que serve para registrar o histórico laboral e as atividades do trabalhador na empresa. Ele também traz dados administrativos e os resultados dos monitoramentos biológicos e ambientais.

    Esse tipo de documento deve ser emitido pela empresa. Porém, é muito comum encontrar PPPs incorretos, com Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho que não correspondem à realidade.

    Por isso, ao receber um PPP, além de questionar seu cliente sobre sua rotina naquela empresa, busque realizar uma pesquisa jurisprudencial. Realize consultas nos tribunais em busca de processos que incluam perícias na empresa em que seu cliente trabalhou.

    Essas pesquisas podem apontar que o PPP não refletia fielmente a realidade profissional do segurado. Ao identificar um processo nesse sentido, você poderá solicitar o período especial para seu cliente.

    4. Fique atento aos cálculos

    Os cálculos são a essência da advocacia previdenciária. Por isso, fique bastante atento a essa questão, faça análises e projeções de diferentes cenários para ter uma base sólida para tomar decisões que beneficiarão a você e ao seu cliente. Isso te ajudará a construir uma imagem profissional sólida e confiável.

    5. Saiba como cobrar seus honorários

    Fazer a cobrança de honorários é um dos grandes desafios da advocacia previdenciária. 

    Existem aqueles clientes que buscam o advogado para obter informações e é necessário convencê-lo a pagar pela consulta ou a contratar seus serviços. Neste caso, o foco deve ser demonstrar os benefícios da consulta ou o planejamento para o futuro previdenciário desse cliente potencial.

    Além disso, é fundamental sempre ter em mente que existem dois tipos principais de honorários advocatícios previdenciários: os honorários sucumbenciais, que são pagos pelo INSS, e os contratuais, que são pagos pelo cliente.

    No caso dos honorários de sucumbência, eles são pagos por meio de Requisição de Pequeno Valor (RPV) ou Precatório. Esse valor é postulado pelo advogado de maneira avulsa no processo, e o profissional recebe os honorários destacados do valor principal que o INSS terá que pagar ao advogado.

    Acesse a Calculadora de Previsão para Recebimento de Honorários da JusCash e estime quando você receberá seus honorários!

    Quando se trata dos honorários contratuais, o funcionamento depende do que é acordado entre o advogado e seu cliente. Normalmente, as ações previdenciárias envolvem contratos de risco, nos quais os honorários são condicionados ao êxito da demanda ao final do processo.

    Porém, os casos de inadimplência são bem comuns nesse cenário. Assim, para evitar esse tipo de situação, é fundamental realizar o destaque dos honorários contratuais no decorrer do processo.

    O destacamento também é muito importante para facilitar a antecipação de honorários. Quando isso ocorre, o advogado consegue realizar a negociação diretamente com o comprador, sem a necessidade de envolver seu cliente.

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    Invista no seu futuro na advocacia previdenciária!

    A advocacia previdenciária é uma promissora área do Direito. Isso porque, em meio às mudanças na legislação a respeito do tema, fica cada vez mais evidente a necessidade do planejamento previdenciário, e de oferecer um serviço de qualidade, com foco no esclarecimento das dúvidas de seu cliente.

    Quer aprofundar seus conhecimentos na advocacia previdenciária, realizar cursos, especializações e ampliar o leque de serviços oferecidos ao seu cliente? Conte com a antecipação de honorários da JusCash e realize tudo isso!

  • 5 dicas para expandir seu escritório de advocacia

    5 dicas para expandir seu escritório de advocacia

    Expandir seu escritório de advocacia é possível com muito planejamento e uma gestão estratégica com foco no crescimento.

    Abrir um escritório de advocacia é um desejo da maior parte dos advogados no decorrer de suas carreiras. Porém, após a abertura, é fundamental investir constantemente para seu crescimento e sucesso. 

    Para expandir seu escritório de advocacia, você e sua equipe precisarão de planejamento, dedicação e proatividade. É muito importante pensar em todos os detalhes para tornar a expansão possível e rentável, de acordo com seus planos.

    Por isso, nesse texto, separamos 5 dicas que vão te ajudar a expandir seu escritório de advocacia. Continue essa leitura, comece a se planejar e trilhar seu caminho rumo ao sucesso!

    5 dicas para expandir seu escritório de advocacia

    1. Foque no planejamento

    O primeiro passo para expandir seu escritório de advocacia de forma bem-sucedida é se planejar. É claro que a ansiedade para colocar as ideias em prática é grande. Mas, simplesmente sair fazendo, sem uma estratégia sólida, pode atrapalhar mais do que ajudar.

    É importante que você pare e se questione para onde você quer que seu escritório cresça. A partir disso, é importante definir uma estratégia sólida, com base em suas finanças e no engajamento da equipe, para que o desenvolvimento ocorra de maneira estruturada e alinhada aos objetivos do negócio.

    A expansão requer um planejamento estratégico. Por meio dele, você pode projetar, de forma segura e com base na realidade do seu escritório, metas, ações e objetivos. Com isso, a equipe também estará alinhada, o que facilita a comunicação e a conquista de resultados. 

    Nessa primeira etapa, você deve listar:

    • Seus objetivos;
    • Caminhos para alcançá-los;
    • Métricas.

    Assim, será possível acompanhar e mensurar o quanto você está próximo do objetivo de expandir seu escritório de advocacia. Também lembre-se de definir metas desafiadoras, mas não impossíveis, para evitar a frustração.

    2. Cuide da gestão, controle dos processos e prazos

    Para expandir seu negócio, é fundamental otimizar sua operação. A produtividade e a eficiência devem ser buscadas com afinco. Mas, para isso, é preciso deixar de perder tempo com atividades que podem ser automatizadas por softwares jurídicos, como: 

    • Cadastro e acompanhamento de processos;
    • Controle de prazos;
    • Produção de documentos jurídicos;
    • Gestão de equipe;
    • Controle e distribuição de tarefas;
    • Atualização do status do processo;
    • Gestão financeira.

    Com isso, você e sua equipe poderão focar em atividades intelectuais e criativas e fazer com que o escritório cresça em ritmo constante e sólido. A tecnologia é uma grande aliada para profissionalizar e tornar o relacionamento com o cliente mais produtivo.

    3. Invista em seu cliente

    O grande objetivo de expandir seu escritório de advocacia é aumentar o número de clientes. Para isso, é preciso definir uma meta de aquisição e investir no relacionamento com os clientes que você já possui. 

    Para isso, você deve investir em ações de marketing, sempre respeitando o limites e possibilidades que o Código de ética e disciplina da OAB traz para a publicidade. Condutas como vincular as atividades jurídicas a outras ou anunciar os valores dos serviços prestados não são aceitas pelo Código. 

    Contudo, você pode investir no desenvolvimento de um site atraente e na criação de conteúdos estratégicos. Planejar e executar ações de marketing jurídico online é fundamental para que seu escritório seja percebido, buscado e reconhecido.

    Além disso, é importante investir em relacionamento e fidelização dos clientes, buscando uma relação de parceria com base na confiança. Com isso, seus clientes se tornarão promotores de seu escritório, contribuindo para a aquisição de novos clientes. Estratégias de fidelização, como sorteios e clubes de benefícios também são ótimos para a atração e retenção de clientes. 

    Todas essas etapas convergem na entrega de um serviço de excelência ao cliente. Esse deve ser o norte para cada etapa do seu trabalho, e será muito importante para a aquisição e fidelização de clientes. Além disso, aumentará a visibilidade do negócio, ajudará seu escritório a se destacar da concorrência e a fazê-lo crescer.

    4. Fique atento à sua gestão financeira e ao fluxo de caixa

    Uma boa gestão financeira na advocacia é fundamental para o crescimento do escritório. Por meio dela, é possível manter seu bom funcionamento e tomar ações e decisões de crescimento de forma estratégica.

    Saber a realidade de suas finanças te ajudará no planejamento realista para expandir seu escritório de advocacia. Assim, você poderá saber quantos clientes é preciso prospectar, quanto pode investir, quantas pessoas poderá contratar e evitar o endividamento para a expansão.

    O advogado empreendedor precisa definir um orçamento empresarial para ter base em sua tomada de decisões financeiras. Também precisa analisar o histórico de lucros e pagamentos para fazer um diagnóstico financeiro e ter referência para monitorar seu crescimento. 

    Confira 5 dicas de gestão financeira para o seu escritório de advocacia.

    5. Seja realista em seus planos de expansão

    Crescer é o objetivo de todo empreendedor. Mas, é importante lembrar que há um limite relacionado ao tamanho do mercado, ao capital disponível para investir e ao equilíbrio entre quantidade e qualidade.

    Por isso, você precisa ter metas e objetivos plausíveis e possíveis de serem alcançados. Seu planejamento deve indicar onde você quer chegar, mas os meios e as condições que você possui para alcançar esses objetivos.

    Por isso, acompanhe suas métricas e, se perceber que a expansão está tomando um caminho diferente, volte ao planejamento e faça os ajustes necessários.

    A importância do capital de giro para a expansão do escritório

    A saúde financeira do seu escritório de advocacia irá definir onde você pode chegar com a expansão. Por isso, é preciso controlar e acompanhar o capital de giro do seu escritório com o objetivo de manter o fluxo de caixa saudável e viabilizar a expansão.

    O planejamento financeiro, com foco no capital de giro de seu escritório, precisa ser uma prioridade. Caso isso não ocorra, você corre o risco de priorizar somente as demandas urgentes, conforme elas vão surgindo.

    Contudo, essa é uma gestão reativa, que prejudica a saúde financeira do negócio e a criação de uma reserva de emergência, por exemplo. As consequências são problemas como o adiamento dos planos de expansão e o endividamento.

    Além disso, o advogado lida diariamente com a imprevisibilidade de seus ganhos. Isso pode gerar problemas ainda maiores para a manutenção e a expansão de seu escritório de advocacia. 

    Nesse contexto, a antecipação de créditos judiciais pode ser estratégica para a manutenção da saúde financeira do seu escritório e planos de expansão, com novas contratações, capacitações, sedes e atuação em novas regiões. 

    A antecipação de honorários é uma ótima forma de obter uma rápida injeção de capital para seu escritório e manter seu planejamento financeiro. Esse é um processo rápido e sem burocracias, e o dinheiro pode ser usado para investir na expansão de seu negócio.

    Isso porque, apesar de o dinheiro ainda não estar no caixa, já é seu e você o receberia por seu serviço, de toda forma.

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    Conclusão

    Para expandir seu escritório de advocacia, é preciso estar muito bem alinhado com os processos e as finanças de seu escritório atual. Além disso, é preciso fazer um planejamento estratégico detalhado, com metas realistas, que o ajudarão a se guiar até seus objetivos.

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  • Quanto tempo demora um processo trabalhista e como antecipar valores

    Quanto tempo demora um processo trabalhista e como antecipar valores

    Todos os trabalhadores podem ingressar com uma ação trabalhista quando têm seus direitos lesados por seus empregadores, mas como funciona esse processo e quanto tempo ele dura?

    Quando se pensa em entrar com um processo trabalhista, é comum que surja a dúvida: “Quanto tempo demora um processo trabalhista?” O tempo de duração dos processos pode ser um fator que afasta o trabalhador da busca por seus direitos ou que o deixa em expectativa e ainda pode gerar frustração.

    Porém, esta é uma questão muito complexa, já que cada ação trabalhista é composta por diversos fatores que podem aumentar o tempo de duração do processo. Dessa forma, enquanto alguns duram cerca de seis meses, outros podem demorar anos.

    Com base no relatório Justiça em Números 2022, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), um processo permanece 4 anos e 7 meses no acervo dos tribunais, em média. Contudo, pode levar mais alguns anos na fase de execução e cumprimento de sentença.

    Neste artigo, você descobre quanto tempo demora um processo trabalhista, como ele funciona, o tempo máximo que um processo pode durar, os principais fatores para a demora e como ter acesso aos seus honorários sem precisar aguardar a conclusão do processo judicial. Confira!

    Como funciona um processo trabalhista?

    A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto de Lei nº 5452) reúne as regras para as relações de vínculo empregatício no Brasil. Contudo, diversos empregadores não entendem sua importância e descumprem suas determinações, abrindo brechas para processos.

    Dessa forma, quando o trabalhador sente que seus direitos não estão sendo respeitados pelo empregador, pode entrar com uma ação trabalhista. O órgão responsável por organizar e julgar essa ação é o Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

    Além disso, os processos trabalhistas contam com algumas etapas. São elas:

    • Fase de conhecimento;
    • Sentença;
    • Abertura para recursos;
    • Fase de execução;
    • Demandas gerais da Justiça do Trabalho.

    Quanto tempo demora um processo trabalhista em média?

    Existem alguns fatores podem influenciar nos prazos de duração de um processo trabalhista, como, por exemplo:

    • A complexidade da causa;
    • O local onde o processo foi ajuizado;
    • A agenda da Vara Trabalhista;
    • A necessidade da realização de perícias;
    • A apresentação de recursos;
    • As remarcações que podem ocorrer com o tempo, etc.

    Porém, para que você tenha uma ideia de quanto tempo demora um processo trabalhista, vamos trazer alguns exemplos:

    • Se, logo na audiência de conciliação, trabalhador e empresa chegarem a um acordo – o que é relativamente comum -, então o processo pode ser finalizado, em média, em seis meses;
    • Caso não haja acordo na audiência de conciliação, mas o processo seja simples, sem a necessidade de recursos, então o processo pode ser finalizado, em média, após um ano;
    • Se for um processo com recursos no Tribunal Estadual ou se houver perícias, então o processo pode durar, em média, de dois a três anos;
    • Caso o processo seja mais complexo, de alto custo, e tenha recurso junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), então o processo pode correr por vários anos.

    Outro fator que influencia diretamente em quanto tempo demora um processo trabalhista é o valor total da ação. 

    Processos trabalhistas com valores abaixo de 40 salários mínimos costumam correr de forma mais rápida. Isso porque possuem um rito especial no qual as duas audiências são feitas no mesmo dia, e a empresa tem menos chances de recorrer.

    Também é importante considerar que há correção monetária e juros no decorrer do processo trabalhista. Isso significa que quanto mais tempo o processo demora, maior será seu valor final.

    A correção e os juros são calculados durante todos os meses em que o processo estiver correndo. Dessa forma, por mais que o processo trabalhista seja demorado, ele terá seu valor corrigido e acrescido de juros.

    Por esse motivo, independente de quanto tempo demora um processo trabalhista, o trabalhador que teve seus direitos desrespeitados pode ter confiança de que, ao entrar com uma ação, terá seus valores pagos da maneira correta.

    Qual é o tempo máximo que um processo pode durar?

    Não há nenhuma lei que determine o prazo máximo para a duração de um processo na justiça. Isso porque podem haver inúmeras variáveis que dificultam, inclusive, na previsão quanto ao prazo da tramitação.

    Aliás, aqui cabe uma curiosidade: o processo mais demorado da história do Brasil durou 125 anos! A ação foi movida pela Princesa Isabel devido à posse do Palácio Guanabara. Na ocasião, ela alegava que o imóvel foi tomado ilegalmente da família Orleans e Bragança com a instauração da república.

    Mais de um século depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que a atual sede do governo fluminense pertence à União.

    A boa notícia é que a legislação brasileira possui algumas ferramentas para evitar que os processos se prolonguem por tanto tempo. A prescrição do Direito à judicialização e a prescrição intercorrente, quando o processo fica muito tempo parado na fase de execução, são exemplos disso.

    Principais fatores para a demora na conclusão dos processos no Brasil

    Os principais fatores que contribuem para a demora dos processos no Brasil são:

    • Quantidade de juízes em relação ao tamanho da população brasileira. São 8,2 magistrados para cada 100 mil habitantes. Em países europeus, a média é de 17,4;
    • Cultura de litígio que contribui para uma judicialização exagerada ao invés de recorrer a outras formas de solução de conflito, como a conciliação, a mediação e a negociação;
    • Excesso de pedidos de liminares, ações cautelares e mandados de segurança contra decisões judiciais para retardar indefinidamente a conclusão das ações;
    • Limitação na estrutura das instâncias superiores em função da grande quantidade de recursos. As instituições não conseguem dar conta da alta demanda e travam o sistema;
    • Falta de mecanismos eficientes para agrupamento de processos semelhantes, facilitando o julgamento de recursos nos tribunais superiores;
    • Insegurança jurídica devido às alterações ou substituições frequentes da legislação, Com isso, os cidadãos acabam não conhecendo seus direitos e recorrendo em demasia ao Poder Judiciário.

    Como ter acesso aos valores processuais sem precisar esperar tanto tempo?

    Um dos principais problemas decorrentes da demora na conclusão de processos judiciais é o fato de a parte vencedora não poder acessar os valores a que tem direito. Para os advogados, isso tem um peso ainda maior: esses profissionais só são remunerados após o encerramento do processo e a liberação do dinheiro de seus clientes.

    A boa notícia é que, em ambos os casos, é possível realizar a antecipação de créditos judiciais. Assim, é que os advogados podem ter acesso aos seus valores de direito sem precisar ficar anos esperando pela liberação de seu dinheiro.

    Por meio de empresas confiáveis, como a JusCash, advogados podem antecipar seus honorários contratuais e de sucumbência, com praticidade, rapidez e segurança!

    Conclusão

    Viu quantas coisas podem influenciar quanto tempo demora um processo trabalhista? São muitos detalhes e particularidades que podem fazer o processo correr de seis meses até alguns anos.

    A boa notícia é que a legislação possui ferramentas para evitar que os processos se prolonguem por tanto tempo quanto o da Princesa Isabel.

    Além disso, com a antecipação de créditos judiciais, você pode ter acesso ao seu dinheiro quando precisar!
    Continue acompanhando nosso blog para obter mais informações sobre os processos judiciais.

  • Precificação de serviços na advocacia: como calcular seus honorários

    Precificação de serviços na advocacia: como calcular seus honorários

    Precificar seus honorários ainda é um desafio para você? Então confira nossas dicas e comece a valorizar seu trabalho!

    A precificação dos honorários advocatícios é um desafio para os advogados, desde os recém-formados até os mais experientes. Isso porque a precificação de honorários não é uma tarefa simples.

    O advogado deve considerar diversos aspectos, que vão desde a complexidade do caso até sua experiência e grau de especialização para definir o preço a ser cobrado. 

    Por isso, se você está com dificuldade para determinar o valor de seus serviços jurídicos, confira estratégias para definir os valores adequados aos seus serviços, considerando o valor agregado, as demandas do mercado e outras questões. Boa leitura!

    Tipos de honorários advocatícios

    Honorários advocatícios são a remuneração dos advogados pelos serviços jurídicos que prestam aos seus clientes. Esses valores podem ser cobrados por processos judiciais, assessorias, consultas, diligências e outras atividades. 

    Tipos de honorários advocatícios

    Os honorários têm o mesmo fim: remunerar o advogado pelos serviços jurídicos que presta aos seus clientes. Porém, nem sempre têm a mesma origem: eles podem ser pagos pelo cliente, pela parte contrária em um processo ou determinados pelo juiz. Conheça os tipos:

    Honorários contratuais

    São convencionados entre o advogado e o cliente no momento da contratação dos serviços por meio de um contrato. Nesse contrato, é determinado se o pagamento será feito no início, ao final, como uma porcentagem do êxito da ação ou de forma mista.

    Honorários sucumbenciais

    São pagos pela parte que perdeu o processo para o advogado da parte que venceu. Os honorários de sucumbência não são somados ao valor da causa, e são determinados pelo juiz da ação.

    Honorários arbitrados

    São determinados pelo juiz quando não há acordo entre as partes, considerando a complexidade do caso, a tabela da OAB e as condições das duas partes. O pagamento desse valor não está atrelado ao resultado no processo. 

    Honorários assistenciais

    São pagos ao sindicato para cobrir custos com assistência jurídica aos trabalhadores filiados, e não aos advogados diretamente. Esse é o único tipo de honorário que não tem verba alimentar.

    Formas de precificação na advocacia

    A precificação dos honorários na advocacia pode ser feita de diversas maneiras. Confira as principais:

    Honorários de risco

    Pagos apenas se houver êxito e ganho de causa. Ao final do processo, a parte vencedora tem uma porcentagem do valor recebido descontada para o pagamento do advogado. Assim, se a parte não ganhar, o advogado também não recebe.

    Honorários mensais

    O advogado ou escritório de advocacia recebe um valor mensal pela consultoria jurídica e acompanhamento processual ilimitado. Normalmente, empresas com grande demanda judicial realizam esse tipo de acordo.

    Honorários por horas trabalhadas

    Para gerar segurança jurídica ao cliente, o pagamento dos honorários pode ser feito com base nas horas trabalhadas pelo advogado, que empenha seu serviço intelectual em causas sem valores financeiros imediatos.

    Honorários por peças processuais

    O pagamento fica atrelado ao trabalho do advogado. Porém, um valor fixo será cobrado pelo que ele irá produzir, independente do tempo que leve para isso. Normalmente, essa forma de precificar honorários é usada para a criação de contratos, recursos, pareceres e defesas.

    Honorários mistos

    Não existe uma regra para a definição dos valores dos honorários: é possível cobrar um valor fixo como entrada para cobrir as despesas do advogado mais uma porcentagem de êxito, ou cobrar com base no valor do contrato, por exemplo. Isso depende do caso e das particularidades de cada situação.

    Para a precificação dos honorários, o importante é que o advogado faça a análise dos valores com base em seu planejamento financeiro e visando a valorização de seu trabalho.

    Honorários por diligência

    Os advogados também podem ser remunerados para a realização de serviços que envolvam um conhecimento jurídico específico ou realização de um ato, ou seja, pelas diligências que realizam para seus clientes. Por exemplo, podem ser remunerados para:

    • Realizar audiências;
    • Comparecer a oitivas em delegacias, Ministério Público, Procon, IBAMA, INSS e outros órgãos administrativos;
    • Analisar um contrato;
    • Elaborar uma peça processual;
    • Fazer análises processuais;
    • Comparecer em reuniões, assembleias de sócios e assembleias de condomínios, etc.

    Qual o valor máximo que um advogado pode cobrar?

    Contudo, é importante que o advogado tenha em vista o valor máximo que pode cobrar para a causa que está defendendo. Com base na legislação, os honorários não podem ultrapassar 50% do valor que a parte irá receber. Porém, na prática, o valor costuma ser abaixo dessa porcentagem.

    O que considerar para a precificação na advocacia?

    Não há fórmula pronta para calcular o valor e o método de pagamento dos honorários. Existem muitas variáveis a serem consideradas, e é preciso avaliar sua realidade, de seu escritório, da região e das partes envolvidas.

    Ou seja, é preciso fazer uma ampla análise para fazer uma proposta adequada ao seu futuro cliente, considerando questões como:

    Tabela da OAB

    A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) disponibiliza uma tabela que serve como base para os valores dos principais serviços advocatícios. Normalmente, a OAB estadual faz a divulgação com base na realidade da região. Confira a tabela em sua seccional.

    É importante ter em mente que a tabela é uma referência de valor justo para cada serviço, não uma regra. 

    Complexidade do caso

    Analisar a complexidade do caso é fundamental para a precificação de serviços na advocacia. Isso porque o advogado pode considerar:

    • O tempo que terá que se preparar para atender àquela demanda;
    • O tempo médio que o processo pode durar até a sentença;
    • Se será necessário realizar diligências junto aos órgãos públicos;
    • Se será necessário realizar audiências;
    • A probabilidade de sucesso ao final.

    Assim, poderá diferenciar os casos mais simples, nos quais o advogado tem conhecimento, terá facilidade e poderá cobrar um valor menor, e os mais complexos, que demandam mais tempo e energia, e devem ser cobrados de maneira diferente.

    Sua experiência e grau de especialização

    A bagagem de experiência do advogado também influencia em sua precificação. Além disso, quanto mais especializado o advogado for, poderá cobrar um valor maior do que profissionais generalistas.

    Custos fixos e variáveis

    Para atender seu cliente, o advogado precisa contar com toda uma estrutura, que envolve diversas despesas que devem ser consideradas em sua precificação, como:

    • Aluguel;
    • Contas de consumo, como água, luz e internet;
    • Gastos com deslocamento, diligências, viagens e outros.

    Além disso, o advogado deve considerar os investimentos que realizou em sua educação e a anuidade da OAB.

    Valorize o seu trabalho

    Além dos fatores que citamos acima, o advogado precisa de tempo, conhecimento e experiência para defender seu cliente. Por isso, deve mostrar ao seu cliente o valor do seu trabalho e a diferença que fará na vida dele.

    Assim, é importante explicar estratégias, possíveis desdobramentos e as vantagens de te contratar. Com isso, você demonstrará autoridade, experiência e o conhecimento necessário para conquistar a confiança do cliente.

    Elabore um contrato

    Por fim, é fundamental desenvolver um contrato que registre de maneira clara e precisa todos os acordos realizados entre cliente e advogado. É importante incluir os valores, porcentagens, possíveis estratégias e consequências para deixar tudo bem claro.

    A importância do controle financeiro

    Conhecer os custos fixos e variáveis de seu escritório e dos processos ou demandas trazidas pelos clientes também é muito importante para a precificação de serviços na advocacia. Por isso, tenha um controle financeiro detalhado.

    Para isso, você pode contar com planilhas, agendas ou softwares jurídicos que contem com o serviço de planejamento financeiro. O levantamento desses dados te ajudará a calcular de forma mais eficiente os valores de seus honorários para cada caso.

    Além disso, conte com o apoio da JusCash para manter suas contas em dia por meio da antecipação de honorários e dos conteúdos de planejamento voltados exclusivamente a você, advogado. Acompanhe nosso blog!

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  • Destaque de Honorários Contratuais: por que é importante?

    Destaque de Honorários Contratuais: por que é importante?

    O Destaque de Honorários Contratuais deve ser requerido pelo advogado durante o processo para garantir segurança financeira e evitar problemas futuros. Em outras palavras, esse procedimento é fundamental para que o advogado tenha seu direito respeitado.

    Quando uma Pessoa Física ou Jurídica move uma ação contra o Poder Público e vence, ela passa a ter direito a um título. Se o valor desse título for inferior a 60 salários mínimos, geralmente, a lei determina a emissão de uma Requisição de Pequeno Valor (RPV).

    Nessa situação, tanto o cliente quanto o advogado têm valores a receber. Porém, os valores referentes aos serviços advocatícios precisam de atenção especial. Enquanto os honorários sucumbenciais são pagos diretamente ao advogado, o destaque de honorários contratuais só ocorre se houver requerimento expresso durante o processo.

    Neste artigo, explicamos tudo sobre o Destaque de Honorários Contratuais, incluindo quando solicitá-lo, limites legais e benefícios dessa prática para o profissional do Direito.

    O que é o Destaque de Honorários Contratuais?

    O Destaque de Honorários Contratuais é o procedimento pelo qual se separa o valor que cabe ao advogado do valor que cabe ao cliente, em decorrência de sentença ou acordo favorável. Além disso, é importante destacar que, diferente do destacamento de honorários de sucumbência, que já é uma prática consolidada, os honorários contratuais exigem requerimento específico.

    Para efetuar o destaque, o advogado deve anexar ao processo o contrato de honorários firmado com o cliente. Essa solicitação pode ser feita a qualquer momento do processo, embora muitos profissionais acabem deixando essa etapa de lado.

    Quando requerer o Destaque de Honorários Contratuais?

    Não há um único momento para solicitar o Destaque de Honorários Contratuais. No entanto, o pedido deve ser feito antes da expedição do RPV ou do precatório.

    Normalmente, isso ocorre durante o cumprimento de sentença, mas não há impedimento para fazer a solicitação já na petição inicial, desde que o contrato de honorários contenha cláusula específica autorizando o destacamento.

    O destaque de honorários do advogado é garantido por meio da Lei nº 8.906/94, Art. 22, §4.º, garantindo que o pagamento seja feito diretamente ao advogado por dedução da quantia devida ao cliente, salvo se comprovado que o cliente já realizou o pagamento.

    Benefícios do Destaque de Honorários Contratuais

    Solicitar o Destaque de Honorários Contratuais oferece diversos benefícios importantes tanto para a atuação do advogado quanto para a relação com o cliente. Entre os principais, podemos destacar:

    1. Evita inadimplência
    Primeiramente, com o destaque, o advogado recebe diretamente o valor referente ao serviço prestado, sem depender do repasse do cliente. Isso garante tranquilidade e evita atrasos ou falta de pagamento.

    2. Facilita a gestão de impostos
    Em segundo lugar, sem o destaque, problemas podem surgir na declaração do Imposto de Renda, como retenção de impostos sobre o valor total da causa e exigência de nota fiscal ou recibo. Com o destaque, o recolhimento de tributos fica mais organizado.

    3. Simplifica o saque
    O advogado não precisa acompanhar o cliente no banco nem solicitar procuração específica para sacar os valores, tornando o processo mais ágil.

    4. Promove transparência
    Além disso, o destaque aumenta a clareza na relação entre advogado e cliente, evitando atritos e facilitando a prestação de contas.

    5. Facilita a venda de créditos
    Por fim, honorários destacados tornam a negociação de RPVs ou precatórios mais simples, permitindo que o advogado realize a venda diretamente, sem depender do cliente.

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