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  • O que é benefício previdenciário e quais são os tipos?

    O que é benefício previdenciário e quais são os tipos?

    O benefício previdenciário é um direito garantido aos trabalhadores que contribuem para a Previdência Social e se encontram temporariamente ou permanentemente incapazes de exercer suas atividades profissionais.

    Trata-se de uma espécie de seguro pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em situações específicas, como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e outros.

    Para ter direito a esse tipo de benefício, o trabalhador deve contribuir com a Previdência Social e cumprir os requisitos exigidos pela lei.

    O valor do benefício varia de acordo com a contribuição que o trabalhador realizou ao longo de sua vida, o tipo de benefício e a maneira como a regra é calculada. Os benefícios podem ser divididos em programáveis e não programáveis.

    Os programáveis são aqueles que o segurado pode prever e se planejar para cumprir a todos os requisitos da melhor maneira. Exemplo disso é a aposentadoria por tempo de trabalho ou por idade.

    Já os não programáveis são aqueles solicitados em decorrência de situações inesperadas, como incapacidade para o trabalho, acidentes de trabalho, prisão ou falecimento de um segurado com dependentes.

    Com essa compreensão, o advogado previdenciarista pode delimitar suas áreas de atuação e oferecer um atendimento mais efetivo para seus clientes. Continue essa leitura e saiba mais sobre o benefício previdenciário!

    Quem tem direito ao benefício previdenciário?

    Para ter acesso aos benefícios previdenciários, é necessário cumprir com alguns requisitos:

    • Ser brasileiro;
    • Estar inscrito na Previdência Social;
    • Estar contribuindo regularmente com a Previdência (qualidade de segurado);
    • Ter o tempo de contribuição mínimo exigido em cada regra.

    Com base nessas informações, o advogado previdenciário pode saber se o segurado tem direito a benefícios previdenciários ou se é necessário cumprir requisitos específicos exigidos pela legislação brasileira.

    Veja também: 5 Dicas para crescer na Advocacia Previdenciária

    Quais são os tipos de benefícios do INSS que existem?

    1. Aposentadoria por tempo de contribuição

    Esse benefício está relacionado ao tempo de contribuição do colaborador com o INSS durante sua vida laboral. A aposentadoria por tempo de contribuição não é mais concedida desde a Reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103/2019).

    1. Aposentadoria por idade

    Para conceder a aposentadoria por idade, o INSS considera o tempo de contribuição e a idade do segurado. Após a Reforma da Previdência, o benefício sofreu mudanças como:

    • Idade mínima para quem já trabalhava com carteira assinada antes da Reforma: 65 anos para homens e 60 para mulheres;
    • Idade mínima para quem entrou no mercado após a Reforma: 65 anos para homens e 62 anos para mulheres + tempo mínimo de contribuição.
    1. Aposentadoria por invalidez

    Benefício concedido a pessoas que, por alguma razão, ficaram incapacitadas de trabalhar de forma permanente. Para ter direito à aposentadoria por invalidez, é necessário comprová-la por meio de perícia médica com perito do INSS.

    1. Aposentadoria especial

    Concedida a trabalhadores que atuaram em condições insalubres ou expostos a agentes nocivos à saúde, mesmo sem contrair nenhuma doença. A comprovação deve ser feita por meio do Perfil Profissional Previdenciário (PPP). Além disso, há a exigência de um tempo mínimo trabalhado nessas condições.

    1. Pensão por morte

    Benefício que serve como assistência à família próxima do contribuinte que vier a falecer. Esse tipo de pensão é concedida a dependentes comprovados do titular, conforme regras de parentesco e idade, para garantir uma remuneração à família, semelhante à que o trabalhador possuía em vida.

    1. Auxílio-acidente

    Benefício concedido ao trabalhador que precisa se afastar de sua função devido a algum acidente. A indenização não é vinculada, necessariamente, a acidentes de trabalho.

    1. Auxílio-doença

    Benefício pago a contribuintes incapacitados de trabalhar devido a enfermidades em período superior a 15 dias consecutivos. Para ter acesso ao benefício, é necessário comprovar a condição que impede a atividade laboral e se enquadrar nas condições de carência.

    1. Salário-maternidade

    Destinado a mulheres que se afastam de atividades laborais no período de nascimento do filho. O benefício também é concedido em casos de adoção, ganho de guarda judicial e aborto espontâneo.

    1.  Benefício de Prestação Continuada (BPC)

    Benefício assistencial destinado a públicos específicos considerados em vulnerabilidade social. O BPC é concedido a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência de qualquer idade, desde que não tenham condições de prover o próprio sustento.

    O BPC possui regras diferentes dos benefícios previdenciários, já que se trata de um seguro de proteção e inclusão social. As principais são:

    • Este não é um benefício vitalício;
    • Sua manutenção deve ser reavaliada a cada dois anos;
    • É necessário haver inscrição familiar no Cadastro Único do Governo Federal;
    • A renda máxima familiar por pessoa deve ser de até ¼ do salário mínimo;
    • Não exige contribuição à Previdência;
    • Possui o valor fixo de um salário mínimo;
    • Não dá direito a pensão por morte ou 13º salário.

    Seguridade social

    A seguridade social é o conjunto integrado de ações da sociedade e do Estado que asseguram, entre outros direitos, a previdência social. Esse direito consta no artigo 194º da Constituição Federal:

    “Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social.”

    Assim, a seguridade social trata do planejamento de diretrizes e ações que Estado e sociedade devem possuir para garantir o acesso irrestrito da população a esse tipo de direito.

    Seu objetivo é oferecer proteção e amparo contra riscos sociais que possam privar as pessoas do sustento e de uma vida digna. Além disso, por meio dela, as pessoas podem manter uma vida digna quando chegam na velhice.

    Suas bases são os princípios dos direitos humanos e da dignidade humana a partir de demandas sociais. Com isso, dispõe de princípios que direcionam as esferas privadas e públicas para que ofereçam uma cobertura universal de saúde, previdência e assistência social.

    Reforma da Previdência

    A Reforma da Previdência, em vigor desde 2019, trouxe novos desafios aos advogados que têm interesse no Direito Previdenciário. Isso porque traz importantes mudanças no sistema de pagamento dos benefícios da previdência social.

    O maior desafio para os advogados que atuam na área são os cálculos para a aposentadoria mínima, que inicia em 60% do valor integral. Outro desafio é o cálculo do acúmulo de benefícios.

    A demanda por representação jurídica em ações contra o Poder Público devido a erros nos cálculos de tempo de contribuição e de porcentagens dos benefícios estão aumentando desde a Reforma. Por isso, é fundamental aperfeiçoar seus conhecimentos!

    Garantindo os Direitos Previdenciários

    Compreender os diferentes tipos de benefício previdenciário, a seguridade social e as mudanças introduzidas pela Reforma da Previdência é essencial para assegurar direitos aos segurados e orientar estrategicamente a atuação profissional. Advogados previdenciários que dominam os critérios legais, requisitos de elegibilidade e particularidades de cada benefício previdenciário têm vantagem na prestação de serviços mais precisos e eficientes.

    Investir na atualização constante sobre benefício previdenciário garante tanto a proteção dos direitos dos segurados quanto diferencia o advogado no mercado, transformando conhecimento técnico em resultados concretos para clientes e escritório.

    Continue acompanhando o blog da JusCash para conferir outros conteúdos relacionados à prática do Direito!

  • 5 Dicas para crescer na Advocacia Previdenciária

    5 Dicas para crescer na Advocacia Previdenciária

    O campo da advocacia previdenciária oferece diversas oportunidades para quem deseja se destacar na área. O advogado previdenciário pode atuar tanto no auxílio ao cliente que precisa solicitar benefícios da previdência pública quanto no planejamento previdenciário.

    A advocacia previdenciária oferece uma gama de boas possibilidades de atuação aos advogados, sendo um dos grandes focos de atenção dos operadores do Direito. Porém, o futuro dessa área é cada vez mais discutido. Isso porque, a cada dia, a sociedade muda sua forma de lidar com o sistema previdenciário público e com a seguridade social. 

    Exemplos disso são as mudanças legislativas recentes, como a Reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103) e a Reforma Trabalhista (Lei nº 13.467). Essas alterações evidenciam o fato de que os direitos dos trabalhadores tendem a ser reduzidos com o tempo.

    Apesar dessas mudanças e de fenômenos como a pejotização do trabalho e crises econômicas e sanitárias aparentarem um cenário negativo, elas também podem representar uma grande oportunidade para os advogados expandirem seu leque de serviços relacionados ao Direito Previdenciário. 

    Por isso, se você está em busca de dicas para crescer na advocacia previdenciária, está no lugar certo! Neste texto, traremos um panorama dessa área de atuação, além de dicas que vão te ajudar a se manter e até conseguir novos clientes – mesmo com os indícios de crises previdenciárias.

    O que é a Advocacia Previdenciária?

    A advocacia previdenciária é a área do Direito que trata das relações entre a Previdência Social pública, por meio do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), e seus segurados e contribuintes.

    Assim, os advogados que atuam nessa área são responsáveis por intermediar a relação entre o segurado e o INSS quando se trata de direitos como:

    • Aposentadoria;
    • Afastamento por doenças ou acidentes;
    • Licença-maternidade;
    • Afastamento por invalidez e outros.

    Dessa forma, caso haja discordância entre o segurado e o INSS, por exemplo, passam a valer as regras do Direito Previdenciário. Isso acontece tanto na esfera administrativa, perante o próprio órgão, quanto na esfera judicial, perante o poder judiciário. 

    5 dicas para crescer na advocacia previdenciária

    1. Foque no planejamento previdenciário

    Os advogados previdenciaristas podem prestar diversos tipos de serviços. Um que vem se popularizando nos últimos anos é o planejamento previdenciário. Para essa função, o advogado realiza uma análise da vida previdenciária do cliente, o que engloba passado, presente e futuro. 

    Com base nessas informações, o advogado consegue realizar projeções a respeito de:

    • Quando o cliente poderá se aposentar;
    • Qual o tipo de benefício ao qual terá direito;
    • Qual o valor do benefício em questão.

    Diante do cenário de crise que já citamos acima, cada dia mais pessoas vêm se interessando por esse tipo de serviço. As pessoas querem saber sobre as regras de transição, como serão impactadas pelas mudanças e as alterações que ocorrerão no valor do benefício.

    O advogado especializado em advocacia previdenciária desempenha um papel estratégico no planejamento previdenciário. Com seu conhecimento, é possível levantar esses dados, realizar previsões e fazer o acompanhamento desse cliente até que ele possa efetivamente se aposentar.

    2. Busque se aprofundar nos detalhes da carreira de seu cliente

    O advogado previdenciário deve estar sempre em busca dos períodos especiais nos registros da carreira de seu cliente. Assim, por mais que o nome da profissão no registro não pareça insalubre ou perigoso, não deduza que aquele período não é especial.

    É muito comum que a profissão registrada na carteira não tenha relação com as atividades exercidas. Por isso, busque sempre investigar junto ao seu cliente sobre como era seu trabalho em cada empresa.

    Busque fazer perguntas como:

    • Você trabalhava com graxas, solventes, tintas, ou produtos químicos?
    • Tinha muito ruído, frio ou calor na empresa?
    • O trabalho era próximo a alguma fonte forte de calor?
    • O trabalho envolvia circuitos elétricos, manutenção de elétrica ou de máquinas?

    Com isso, você pode identificar atividades que se enquadram em períodos especiais, mas que a empresa buscou ocultar com um nome de registro diferente na carteira. Essa é uma forma de beneficiar seu cliente e aumentar o valor de seu trabalho diante dele.

    3. Questione os PPPs

    O Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) é um documento que serve para registrar o histórico laboral e as atividades do trabalhador na empresa. Ele também traz dados administrativos e os resultados dos monitoramentos biológicos e ambientais.

    Esse tipo de documento deve ser emitido pela empresa. Porém, é muito comum encontrar PPPs incorretos, com Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho que não correspondem à realidade.

    Por isso, ao receber um PPP, além de questionar seu cliente sobre sua rotina naquela empresa, busque realizar uma pesquisa jurisprudencial. Realize consultas nos tribunais em busca de processos que incluam perícias na empresa em que seu cliente trabalhou.

    Essas pesquisas podem apontar que o PPP não refletia fielmente a realidade profissional do segurado. Ao identificar um processo nesse sentido, você poderá solicitar o período especial para seu cliente.

    4. Fique atento aos cálculos

    Os cálculos são a essência da advocacia previdenciária. Por isso, fique bastante atento a essa questão, faça análises e projeções de diferentes cenários para ter uma base sólida para tomar decisões que beneficiarão a você e ao seu cliente. Isso te ajudará a construir uma imagem profissional sólida e confiável.

    5. Saiba como cobrar seus honorários

    Fazer a cobrança de honorários é um dos grandes desafios da advocacia previdenciária. 

    Existem aqueles clientes que buscam o advogado para obter informações e é necessário convencê-lo a pagar pela consulta ou a contratar seus serviços. Neste caso, o foco deve ser demonstrar os benefícios da consulta ou o planejamento para o futuro previdenciário desse cliente potencial.

    Além disso, é fundamental sempre ter em mente que existem dois tipos principais de honorários advocatícios previdenciários: os honorários sucumbenciais, que são pagos pelo INSS, e os contratuais, que são pagos pelo cliente.

    No caso dos honorários de sucumbência, eles são pagos por meio de Requisição de Pequeno Valor (RPV) ou Precatório. Esse valor é postulado pelo advogado de maneira avulsa no processo, e o profissional recebe os honorários destacados do valor principal que o INSS terá que pagar ao advogado.

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    Quando se trata dos honorários contratuais, o funcionamento depende do que é acordado entre o advogado e seu cliente. Normalmente, as ações previdenciárias envolvem contratos de risco, nos quais os honorários são condicionados ao êxito da demanda ao final do processo.

    Porém, os casos de inadimplência são bem comuns nesse cenário. Assim, para evitar esse tipo de situação, é fundamental realizar o destaque dos honorários contratuais no decorrer do processo.

    O destacamento também é muito importante para facilitar a antecipação de honorários. Quando isso ocorre, o advogado consegue realizar a negociação diretamente com o comprador, sem a necessidade de envolver seu cliente.

    Antecipação de Honorários e venda de RPV com a JusCash

    Invista no seu futuro na advocacia previdenciária!

    A advocacia previdenciária é uma promissora área do Direito. Isso porque, em meio às mudanças na legislação a respeito do tema, fica cada vez mais evidente a necessidade do planejamento previdenciário, e de oferecer um serviço de qualidade, com foco no esclarecimento das dúvidas de seu cliente.

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