Categoria: Empreendedorismo

  • Antecipação de RPV: Como Funciona e Quando Vale a Pena

    Antecipação de RPV: Como Funciona e Quando Vale a Pena

    O que é a antecipação de RPV?

    A antecipação de RPV permite receber o crédito judicial antes do prazo oficial. Em vez de esperar meses, o credor cede o direito a uma empresa especializada. Assim, recebe o valor à vista, com a aplicação de um deságio. Por isso, esse recurso ajuda quem precisa de dinheiro rápido.

    Além disso, essa operação virou uma alternativa popular. Ou seja, oferece liquidez imediata sem depender do trâmite administrativo do poder público.

    O que é uma RPV?

    A Requisição de Pequeno Valor serve para pagar dívidas da Fazenda Pública. Ela decorre de decisões judiciais já transitadas em julgado. Vale destacar que o valor não pode ultrapassar o teto definido por lei.

    Diferente dos precatórios, a RPV tem prazo curto de pagamento. Geralmente, a quitação ocorre em até 60 dias após a expedição. No entanto, alguns credores querem receber com ainda mais rapidez. Saiba mais no portal oficial do Governo Federal.

    Principais características da RPV

    • Refere-se a valores de pequeno montante;

    • O teto varia conforme o ente devedor;

    • Possui prazo de pagamento mais rápido;

    • Decorre de processos judiciais já finalizados.

    Como funciona a antecipação de RPV?

    O processo de antecipação de RPV envolve a cessão do crédito. Na prática, ele segue etapas simples. Por exemplo, veja como tudo acontece:

    • O credor procura uma empresa que ofereça o serviço;

    • A equipe analisa a documentação do processo;

    • A empresa apresenta uma proposta com o deságio;

    • Depois do aceite, as partes assinam o contrato;

    • Por fim, o credor recebe o dinheiro de imediato.

    O deságio é o desconto sobre o valor total. Ou seja, representa a remuneração da empresa pelo risco. Além disso, ele varia conforme o prazo e a situação do processo.

    Quando vale a pena antecipar?

    Em primeiro lugar, avalie sua necessidade de liquidez. Depois, compare o tamanho do deságio oferecido. Portanto, a operação pode valer a pena nestes casos:

    • Urgência para quitar dívidas com juros altos;

    • Quando o prazo de pagamento está distante;

    • Para evitar atrasos do ente público;

    • Quando o credor busca segurança imediata.

    Por outro lado, talvez seja melhor esperar. Se o pagamento estiver próximo, o deságio não compensa. Logo, aguardar o valor integral pode ser mais vantajoso. Veja também nosso conteúdo sobre venda de precatórios.

    Cuidados antes de antecipar a RPV

    Antes de fechar qualquer negócio, tome alguns cuidados. Assim, você reduz riscos e evita prejuízos. Em resumo, siga estas recomendações:

    • Verifique a idoneidade da empresa;

    • Compare propostas de vários prestadores;

    • Leia o contrato de cessão com atenção;

    • Consulte um advogado de confiança;

    • Confirme se o processo não tem pendências.

    Conclusão

    A antecipação de RPV resolve a falta de dinheiro com rapidez. Contudo, é essencial analisar o deságio antes de decidir. Além disso, compare propostas e busque orientação jurídica. Dessa forma, o credor garante uma operação segura e tranquila.

  • Inteligência Artificial na Advocacia: Oportunidades, Desafios e Tendências

    Inteligência Artificial na Advocacia: Oportunidades, Desafios e Tendências

    A inteligência artificial na advocacia já não é uma promessa futura, é uma realidade que vem transformando a rotina de advogados e escritórios jurídicos. Essa tecnologia agiliza tarefas repetitivas, reduz erros e libera tempo para que os profissionais foquem em atividades estratégicas e no relacionamento com os clientes.

    Além disso, com o uso da inteligência artificial, é possível prever litígios, resumir processos extensos e automatizar etapas burocráticas que consomem tempo, mas não agregam valor ao core da profissão. E o melhor é que você não precisa, necessariamente, contratar uma ferramenta altamente complexa ou montar uma equipe para desenvolver uma IA exclusiva para o seu escritório. Pelo contrário, recursos acessíveis, como o ChatGPT, já podem ser usados para revisar documentos e auxiliar em tarefas do dia a dia.

    Neste artigo, você vai entender o que é inteligência artificial na advocacia, como ela está moldando o setor jurídico, quais são os principais benefícios e desafios, além das tendências que prometem impactar o futuro da profissão.

    Como funciona a Inteligência Artificial na Advocacia

    De forma geral, a inteligência artificial na advocacia é o uso de tecnologias como aprendizado de máquina, análise de dados e redes neurais para automatizar e otimizar tarefas do dia a dia jurídico.

    No setor jurídico, ela já é utilizada para:

    • Automação de petições e documentos padrão, ajustando detalhes automaticamente;
    • Análise de jurisprudência e precedentes, economizando horas de pesquisa;
    • Gestão de prazos e contratos, com alertas e lembretes automáticos;
    • Atendimento ao cliente, via chatbots e assistentes virtuais;
    • Coleta e análise de dados para decisões estratégicas mais precisas.

    Importante destacar que a IA não substitui o advogado, ela atua como um apoio estratégico para tornar a rotina mais ágil e eficiente.

    Aumento de Produtividade e Redução de Riscos

    Uma das maiores vantagens da inteligência artificial na advocacia é o aumento da produtividade. Com isso, atividades como triagem de casos, atendimento inicial e revisão de documentos passam a ser resolvidas em segundos, liberando tempo para que o advogado foque no que realmente importa.

    Além disso, a IA reduz erros operacionais ao revisar petições e detectar inconsistências. Isso evita retrabalho, economiza tempo e aumenta a qualidade das entregas. Segue um exemplo prático, um advogado iniciante pode ter uma petição revisada pela IA antes de protocolá-la, evitando erros básicos que poderiam comprometer o caso.

    Para quem busca a melhor tecnologia de IA para advogados, o Which.doc9 é uma solução completa. Desenvolvido para brainstorm jurídico, o Which.doc9 vai além de uma simples busca: ele permite consultar processos, jurisprudências e doutrinas com inteligência, agilidade e padronização. 

    A produtividade não se resume à gestão de tarefas, mas também passa pelo fluxo de caixa do escritório. Escritórios que utilizam soluções financeiras, como a antecipação de honorários advocatícios, conseguem manter a operação estável mesmo quando os processos demoram anos para serem pagos. Com o caixa em dia e o apoio da IA, os advogados podem investir em tecnologia, marketing e crescimento de forma estratégica.

    Ética e Responsabilidade no Uso da Inteligência Artificial

    Embora a inteligência artificial na advocacia traga ganhos expressivos, seu uso exige atenção e ética. A legislação ainda está evoluindo para regulamentar a tecnologia, por isso é papel do advogado garantir a confidencialidade dos dados e o uso responsável das informações.

    Além disso, certas atividades continuam sendo exclusivas do profissional humano: interpretação sensível da lei, atendimento pessoal ao cliente e tomada de decisão estratégica. O uso indiscriminado da IA pode impessoalizar o serviço e comprometer a experiência do cliente.

    https://www.youtube.com/shorts/xWYWwKvj474

    O Papel do Advogado em um Cenário Automatizado

    Mesmo com o avanço da tecnologia, o advogado é a peça central no uso da inteligência artificial na advocacia. Cabe ao profissional supervisionar as decisões tomadas pela IA, definir o que pode ser automatizado e preservar a pessoalidade no atendimento.

    Escritórios que dependem exclusivamente de máquinas podem oferecer soluções engessadas e perder o toque humano que gera confiança e fidelização. O equilíbrio entre tecnologia e sensibilidade humana é o diferencial para uma advocacia de excelência.

    Tendências para o Futuro da IA

    O futuro da IA reserva um papel ainda mais importante na advocacia. Entre as principais tendências estão:

    • IA generativa, que cria minutas e modelos de petição sob medida;
    • Tribunais digitais, com audiências e despachos virtuais para agilizar processos;
    • Decisões baseadas em dados, usando análise preditiva para aumentar as chances de sucesso;
    • Assistentes virtuais inteligentes, que auxiliam em pesquisas jurídicas, traduções e gestão de prazos.

    Essas inovações prometem tornar os escritórios de advocacia mais ágeis, competitivos e focados no cliente.

    A inteligência artificial na advocacia é uma ferramenta poderosa para quem quer ganhar eficiência, reduzir custos e entregar serviços jurídicos de qualidade superior. Ela não substitui o advogado, mas potencializa sua atuação ao eliminar tarefas repetitivas e fornecer dados estratégicos para decisões mais assertivas.

    Advogados e escritórios que adotarem essa tecnologia de forma inteligente, e que também cuidarem do seu fluxo de caixa, terão um diferencial competitivo e estarão mais preparados para os desafios do futuro. É aqui que soluções como a JusCash, especialista em antecipação de honorários advocatícios, fazem a diferença.

  • Desafios do empreendedorismo jurídico

    Desafios do empreendedorismo jurídico

    O empreendedorismo jurídico é uma nova aposta para os advogados. Isso porque, com o aumento dos profissionais liberais, acontece também a expansão da concorrência no mercado e a disputa pela clientela qualificada.

    Muito além de uma tendência, entender sobre empreendedorismo é uma maneira de aprimorar o seu próprio negócio e ganhar destaque entre outros advogados. E mesmo que a área jurídica pareça distante dessa realidade, o setor se mostra cada vez mais engajado com outras vertentes em alta, como tecnologia da informação, negócios, etc.

    Contudo, embora exista interesse pelo empreendedorismo aplicado no jurídico, os profissionais ainda esbarram em desafios. A própria construção de autoridade no mercado é um gargalo, que o advogado não foi instruído como seguir

    Para ajudá-lo nessa empreitada, entenda quais são os maiores desafios do empreendedorismo jurídico e como a mentalidade empreendedora pode superar os gargalos do negócio.

    Perfil do advogado empreendedor

    O advogado com perfil empreendedor precisa apresentar algumas características essenciais, como proatividade, visão estratégica, gestão financeira e inovação.

    Todas as qualidades acima são primordiais para o empreendedorismo jurídico. A proatividade mostra o quão engajado e interessado o profissional está com o negócio, enquanto a visão estratégica ‘bota os seus pés’ no chão, com números e análises precisas.

    A gestão financeira e a inovação também fazem parte desse perfil, uma vez que o advogado autônomo precisa entender sobre as suas contas e saber quando e como pode investir em novos negócios.

    No ramo jurídico, um advogado comum apresenta apenas hard skills relacionadas ao seu trabalho. Já o advogado empreendedor é multidisciplinar e estuda não só no sobre seu core, mas também sobre outras áreas que podem ajudá-lo a crescer no mercado.

    5 principais desafios do empreendedorismo jurídico

    Embora o empreendedorismo jurídico seja reflexo do futuro na área, existem desafios que impactam o dia a dia dos advogados. Entenda quais são os principais gargalos e como superá-los:

    1. Captação e fidelização de clientes

    Diante de um mercado altamente competitivo, conquistar e fidelizar novos clientes pode ser uma missão para advogados autônomos. Uma opção interessante é investir em marketing jurídico, com estratégias voltadas para o mundo digital e branding.

    1. Gestão financeira e sustentabilidade do negócio

    Outro desafio muito comum é o fluxo de caixa irregular. Com a imprevisibilidade dos honorários ou até mesmo interferência das finanças pessoais, advogados liberais podem sofrer com a saúde financeira do seu negócio próprio.

    A solução perfeita é contratar a JusCash, que antecipa seus honorários advocatícios e mantém um recebimento previsível para o seu negócio. Clique aqui para conhecer!

    1. Tecnologia e digitalização na advocacia

    O uso de novas tecnologias e a adequação às inovações digitais podem ser um desafio para a advocacia. Mas o empreendedorismo jurídico, tendo em vista a conformidade com o mercado, precisa apostar em ferramentas em alta, como de automação, gestão de produtos e projetos, entre outras opções.

    1. Burocracia e regulamentações

    O advogado empreendedor precisa entender sobre obrigações fiscais, contábeis e regulatórias. Mantê-las em dia é crucial para que o seu negócio funcione legalmente no mercado, sendo uma opção interessante contratar consultorias contábeis especializadas.

    1. Construção de autoridade e diferenciação no mercado

    Por fim, outro desafio do empreendedorismo jurídico é gerar autoridade no mercado. Com tantos profissionais em ação, o advogado autônomo precisa investir em marketing de conteúdo e em parcerias estratégicas nas redes sociais. Com isso, é possível aumentar a visibilidade no mercado e alcançar novos leads.

    Mentalidade empreendedora: como se manter motivado

    O primeiro passo para o advogado autônomo crescer no setor é adquirir uma mentalidade empreendedora. Isso é possível por meio de atitudes simples, como resiliência diante das instabilidades do mercado e motivação pelo negócio. 

    É importante que o profissional invista no seu desenvolvimento pessoal e profissional, seja por meio de cursos, acompanhamento com coaches e psicólogos, entre outros. A aposta no conhecimento pode ser a chave para o destaque no empreendedorismo jurídico.

    Tudo isso sem falar que é essencial haver um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Os advogados que não apostam na sua saúde física e mental podem interferir no desempenho dentro do seu trabalho.

    Conclusão

    O empreendedorismo jurídico é muito mais que uma nova tendência do mercado. Advogados autônomos, que querem destaque nos negócios, precisam entender sobre os principais desafios da atuação liberal e como solucioná-los de forma eficaz. 

    Ter um assessor contábil para ajudar nas burocracias ou investir em ferramentas de automação para agilizar a rotina de trabalho, tanto faz. Todas as duas opções são viáveis para advogados autônomos e podem impulsionar a entrega do profissional para seus clientes.

    Estar em conformidade com o mercado é uma forma de ganhar destaque, mas suprir todos os gargalos do empreendedorismo jurídico com maestria pode ser o maior diferencial do seu negócio.

    Se você curtiu o assunto e quer saber mais sobre o mundo jurídico, continue no Blog da JusCash!

  • 4 principais tendências para o mercado jurídico em 2025

    4 principais tendências para o mercado jurídico em 2025

    O mercado jurídico passou por um boom nos últimos anos. A área, que antes era vista como pouco atualizada, ganhou novas tecnologias e adotou as principais tendências do mercado. 

    Serviços jurídicos simples, como a digitalização de processos, foram um marco para a área do Direito. Isso porque o setor oferecia apenas medidas antiquadas, que não evoluíam com o passar dos anos – totalmente diferente dos dias de hoje.

    Atualmente, o mercado jurídico se encontra em outra etapa. Novas tendências surgem todos os anos e os profissionais buscam adotá-las na rotina de trabalho, de forma que otimizem o dia a dia e acelerem a produtividade.

    A seguir, veja quais são as 4 principais tendências para o mercado jurídico em 2025 e como você pode usá-las a seu favor dentro dos escritórios.

    Aproveite e leia também sobre as 5 principais tendências da Advocacia Previdenciária

    Quais são as principais tendências para o mercado jurídico em 2025?

    Nos últimos anos, a tecnologia foi um dos principais marcos do mercado mundial. Primeiro surgiu a transformação digital, impulsionada pela pandemia da Covid-19, seguida da Inteligência Artificial e outras grandes techs.

    O mercado jurídico não esteve fora dessas últimas mudanças. Todas as novas tecnologias e tendências atingiram a área, fazendo com que profissionais se adequassem ao novo perfil dos consumidores e do mercado.

    Para 2025 não será diferente. Veja, a seguir, quais são as tendências que o mercado jurídico promete:

    1. Inteligência Artificial (IA)

    Desde a explosão do Chat GPT, a Inteligência Artificial ganhou outro patamar no mercado. As famosas IAs generativas, que ‘imitam’ comportamentos humanos, impulsionaram vários segmentos e tornaram-se o braço direito de muitas áreas.

    Em 2025, a Inteligência Artificial continua como uma tendência para o mercado jurídico. Isso porque a tecnologia IA pode agilizar a rotina de trabalho dos escritórios, fazendo serviços pouco produtivos e permitindo que os profissionais foquem no core do negócio. 

    1. Segurança da informação e proteção de dados

    Com a LGPD (Lei de Proteção de Dados), o cuidado com as informações dos usuários se tornou prioridade – e no mercado jurídico não seria diferente, já que informações pessoais e/ou sensíveis dos clientes são detalhadas em documentos oficiais. 

    Os escritórios precisam investir em sistemas confiáveis, que garantam segurança para as informações. A proteção de dados é um direito dos consumidores, sendo fundamental que o departamento jurídico siga à risca e cumpra a LGPD nos mínimos detalhes. 

    1. Conformidade e gestão de riscos

    Com as mudanças constantes que acontecem no departamento jurídico e em todo o mercado, estar em conformidade com cada alteração é uma maneira de gerenciar possíveis riscos. A própria adoção da IA, por exemplo, é uma medida que precisa de cuidados e atenção.

    Para 2025, ficar em conformidade com o setor é uma tendência importantíssima. Essa medida é simples e pode reduzir problemas futuros com o escritório, garantindo estabilidade e continuação dos serviços.

    1. Experiência do cliente 

    Por fim, a experiência do cliente precisa ser uma prioridade para o mercado jurídico em 2025. O consumidor como foco pode resultar em serviços de ponta, além de aumentar a visibilidade do negócio no setor

    Em relação à experiência do cliente está incluso também serviços personalizados, em que o escritório enxerga a situação do consumidor como única e atende-o de forma pessoal. O pós-atendimento também entra na conta, servindo como suporte sempre que for necessário.

    Tendência extra: Soluções financeiras

    Uma tendência que não está nos principais manuais do mercado, mas que pode ser um grande diferencial no setor jurídico, é a solução financeira

    Assim como qualquer outra empresa, profissionais jurídicos são como empreendedores e precisam de retorno financeiro para sobreviverem no mercado. Ou seja, não saber quanto vai receber naquele mês ou até mesmo aguardar o recebimento de algum serviço podem ser problemas que impactem a integridade do trabalho.

    Para solucionar este problema, a JusCash criou um serviço inteligente para te ajudar! Com uma análise simples e descomplicada, você antecipa seus honorários advocatícios e planeja o recebimento para aquele período que deseja.

    Os honorários que demorariam meses ou anos serão pagos em pouco tempo, ajudando na previsibilidade do caixa e garantindo o desenvolvimento do trabalho por mais tempo. 

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  • O papel da Controladoria Jurídica para escritórios em crescimento

    O papel da Controladoria Jurídica para escritórios em crescimento

    Conheça a controladoria jurídica e descubra por que ela é essencial para tornar a atuação de seu escritório cada dia mais estratégica.

    O setor de controladoria jurídica está ganhando cada vez mais importância e espaço nos escritórios de advocacia e departamentos jurídicos. Esta é uma área fundamental para o bom funcionamento do setor jurídico, e atua no controle de atividades relacionadas à condução de processos judiciais e tarefas administrativas.

    Ainda há diversos desafios no setor. Contudo, as novas tecnologias de gestão estão transformando a área. Por isso, é fundamental entender esse conceito, quais os processos envolvidos e por que esse setor é tão importante para o crescimento sustentável de um negócio.

    Neste artigo, você poderá tirar todas as suas dúvidas sobre o conceito, seus benefícios, o papel do controller jurídico e como essa área pode impactar positivamente no desenvolvimento de seu negócio. Confira!

    O que é controladoria jurídica?

    O setor de controladoria jurídica é responsável por gerenciar diversas atividades relacionadas à condução de processos judiciais e administrativos. Sua atuação pode ocorrer desde o cadastro e fechamento de processos até a contratação de correspondentes jurídicos.

    A intenção da área é liberar o advogado para que ele possa se dedicar inteiramente às questões técnicas de seu trabalho. Com isso, há ganhos em produtividade e qualidade, aumentando a proteção dos interesses do negócio.

    As atividades da controladoria jurídica são importantes para desenvolver fluxos e rotinas operacionais para facilitar as atividades dos advogados. Dessa forma, os operadores do Direito podem focar na atuação técnica, o core business do escritório.

    Conheça o controller jurídico

    Devido à natureza das atividades, a área deve ser gerida por um profissional capacitado, de preferência com formação em Direito, e que possua autonomia para aplicar os processos adequados, de acordo com as necessidades.

    Esse profissional é o controller jurídico, responsável por executar as tarefas relacionadas à gestão dos processos e tarefas. As principais habilidades técnicas que o controller jurídico precisa ter são:

    • Formação em Direito;
    • Visão analítica e estratégica;
    • Organização;
    • Capacidade de planejamento;
    • Proatividade;
    • Resolução de conflitos;
    • Boa comunicação;
    • Bom relacionamento interpessoal;
    • Capacidade de liderança e trabalho em equipe;
    • Domínio de ferramentas de gestão e tecnologia;
    • Conhecimento sobre as rotinas e processos jurídicos.

    As habilidades comportamentais desse profissional são um grande diferencial. Isso porque ele precisará liderar equipes que devem trabalhar em sintonia para alcançar o sucesso da operação.

    Tarefas e responsabilidades da área

    As principais funções da controladoria jurídica estão relacionadas ao gerenciamento das atividades relativas aos processos. Confira algumas:

    • Contratação de advogados correspondentes;
    • Levantamento de alvarás;
    • Realização de protocolos físicos e digitais;
    • Agendamento de despachos ou sustentações orais;
    • Organização de documentos;
    • Emissão de relatórios gerenciais para clientes internos e externos;
    • Alimentação do software do escritório ou do cliente, com a criação de cadastros;
    • Acompanhamento de andamentos processuais com o intuito de antecipar informações para equipe e clientes;
    • Registro e retornos a respeito de visitas a repartições públicas e fóruns;
    • Registro e retornos sobre decisões judiciais;
    • Realização de dupla checagem dos lançamentos realizados, publicações colhidas, e prazos cumpridos ou adiados;
    • Report aos gestores e clientes a respeito da situação de cada processo e do desempenho dos profissionais do escritório ou departamento;
    • Controle e organização de processos e prazos. Isso inclui o recebimento de publicações, além da indicação e do lançamento de prazos;
    • Análise de indicadores de desempenho (KPIs);
    • Sugestão de estratégias e metas para aumentar a produtividade e a excelência das entregas.

    Benefícios da controladoria jurídica

    A eficiência jurídica é fundamental para aumentar a qualidade das entregas e fidelizar clientes. Por isso, contar com um setor para cuidar das questões administrativas e poder focar no core business é altamente estratégico para escritórios de advocacia.

    Além disso, o setor jurídico é fundamental para a longevidade de uma empresa. Isso porque existem inúmeros contratos a ser geridos, e qualquer erro pode resultar em demandas judiciais e prejuízos.

    Assim, é fundamental que empresas e escritórios estejam em dia com a conformidade com as legislações. Implementar um setor de controladoria jurídica também traz outras vantagens competitivas, por exemplo:

    Aumento dos lucros

    Gerenciar as atividades jurídicas de maneira eficiente é fundamental para que o escritório ou departamento jurídico possa reduzir diversos custos operacionais. Essa ação é estratégica para evitar multas e perdas processuais, além de aumentar a rentabilidade de contratos e otimizar a precificação e as entregas de serviços.

    Mais produtividade

    Enquanto a controladoria jurídica cuida de demandas burocráticas e administrativas, os advogados ganham tempo para se concentrar em questões técnicas e jurídicas. Com isso, é possível otimizar o tempo, a qualidade do trabalho e a gestão de recursos financeiros e pessoais.

    Os operadores do Direito conseguem se dedicar a atividades mais estratégicas e criativas, e podem focar no crescimento do negócio, aumentando seu diferencial competitivo.

    Tomada de decisão estratégica

    Com o apoio das tecnologias, é possível aplicar a controladoria para colher e armazenar importantes dados a respeito do desempenho do escritório ou empresa. Isso permite que o gestor tenha uma ampla visão do negócio para tomar decisões mais acertadas e alinhadas com os propósitos do negócio.

    Aumento na satisfação dos clientes

    Ao contar com o suporte da controladoria para gerir as tarefas administrativas e burocráticas, o escritório ou departamento jurídico pode concentrar suas forças em oferecer um atendimento mais personalizado, transparente, ágil e de qualidade aos seus clientes. 

    A consequência é o aumento da confiança em seu trabalho e a fidelização dos clientes. Além disso, é possível implementar ferramentas de mensuração da satisfação dos clientes. Um exemplo de ferramenta são as pesquisas de NPS.

    Operação otimizada

    Uma das principais funções da controladoria jurídica é padronizar e organizar os processos internos do escritório ou departamento jurídico. Por meio dessa ação, é possível reduzir erros, atrasos, retrabalhos e desperdícios, além de aumentar a segurança e a qualidade das entregas.

    Para a organização de tarefas, acompanhamento de processos e automação de tarefas repetitivas e burocráticas, é muito importante contar com o auxílio de soluções tecnológicas adequadas à sua necessidade.

    Gestão de riscos

    A controladoria jurídica centraliza o acompanhamento das atividades. Com isso, o gestor consegue monitorar e ter mais controle a respeito dos riscos envolvidos nas atividades jurídicas.

    Quando há processos padronizados, o controller jurídico consegue gerir facilmente situações como:

    • Cumprimento de prazos;
    • Conformidade com as legislações e normas;
    • Segurança de dados;
    • Prevenção de fraudes.

    Presente em todas as fases da atuação judicial e consultiva

    A controladoria pode otimizar todas as fases da atuação do escritório ou departamento jurídico. Na fase pré-processual, por exemplo, a controladoria atua:

    • Na criação de cadastros no software;
    • Na distribuição de publicações;
    • No controle e cobrança dos prazos;
    • No acompanhamento dos andamentos para antecipar informações, etc.

    Realização de tarefas essenciais

    Por meio da controladoria jurídica, é possível otimizar e automatizar tarefas burocráticas e repetitivas, mas essenciais para o bom andamento dos processos. Exemplos disso são:

    • Acompanhamento dos processos; 
    • Emissão de guias de pagamento; 
    • Controle dos prazos processuais;
    • Registro e armazenamento de documentos e dados; 
    • Agendamento de tarefas;
    • Contratação de advogados correspondentes;
    • Realização de protocolos eletrônicos e físicos; 
    • Padronização de procedimentos, etc.

    Aumento da competitividade

    Todas essas vantagens fazem com que os processos dos escritórios e departamentos jurídicos se tornem mais ágeis, sem a necessidade de realizar investimentos enormes em capital humano. Dessa forma, o gestor pode realizar contratações estratégicas e aumentar a competitividade de sua atuação no mercado.

    Como estruturar uma área de controladoria jurídica na empresa?

    A implementação de uma área de controladoria jurídica na empresa ou escritório exige planejamento e estrutura. Isso porque muitas áreas deverão ser integradas e geridas. A tecnologia é uma ótima maneira de organizar o negócio sem a necessidade de altos investimentos.

    Outras etapas que fazem parte da implementação são:

    • Definição de metas e objetivos para a controladoria jurídica;
    • Mapeamento de atividades e processos do escritório ou departamento jurídico;
    • Identificação de oportunidades de melhoria e pontos críticos na atuação;
    • Escolha de indicadores de desempenho (KPIs) para acompanhamento;
    • Contratação de profissionais para compor equipe de controladoria jurídica;
    • Treinamento dos novos colaboradores para atuar nas funções do setor;
    • Contratação de um software jurídico para facilitar a gestão das informações;
    • Monitoramento de resultados;
    • Implementação de ajustes, de acordo com as necessidades.

    Conclusão

    O setor de controladoria pode fazer toda a diferença na gestão das tarefas de um departamento jurídico ou escritório. Adotar essa estratégia na empresa pode trazer vários benefícios, como aumento da produtividade e lucro, tomada de decisão estratégica, etc.

    Além disso, se seu objetivo é investir no crescimento de seu escritório, contar com essa área é estratégico para que você possa focar na captação de clientes e aumento na qualidade dos atendimentos.

    Continue acompanhando o blog da JusCash para conferir mais dicas sobre a gestão de seu escritório!